
As baratas são
cosmopolitas, ou seja, podem ser encontradas em vários ambientes, pois são os
insetos mais adaptáveis encontrados na terra, e estão entre os bichos que mais
causam repulsa no ser humano. A maioria sente asco só de imaginar uma barata.
Isso acontece porque as espécies que convivem com as pessoas nas cidades
transitam pelos esgotos e são vetores de doenças. Além
disso, produzem secreções odorosas de vários pontos de seu corpo, a fim de
demarcarem o ambiente. Este cheiro pode alterar o sabor dos alimentos tocados
por ela. Quando a infestação é alta, seu cheiro pode ficar impregnado no
ambiente e as pessoas podem detectar sua presença pelo odor.
Existem cerca de 5 mil espécies de baratas, das quais 1 mil são brasileiras. E as baratas urbanas correspondem apenas a 1% do total de espécies desses insetos - o restante são espécies silvestres. E as espécies mais comuns na área urbana são: barata de esgoto (Periplaneta americana) e a francesinha ou alemãzinha (Blatella germânica).
Vivem em ambiente
normalmente associado à falta de higiene e infestam qualquer ambiente. Sendo assim, consideradas bioindicadores de
falha estrutural do local, falha na esterilização e limpeza e falha na
armazenagem de alimentos.
Sua atividade é noturna e peridomiciliares. A Periplaneta americana vive em esgoto,
lixeira, ralos, boca de lobo, enfim, em locais mais úmidos com gordura e
matéria orgânica, sendo excelentes voadoras. Já a Blatella germânica vive em ambiente domiciliar como armários, pias,
fornos, fogões, ou seja, em locais mais secos e passam 75% do seu tempo
abrigadas próximo aos alimentos. E não são bons voadores, sendo o meio de
disseminação mais comum, propiciado pelo próprio homem. Elas escondem-se em
engradados, caixas e sacos, atingindo o mundo todo.
As
baratas urbanas vivem próximas dos seres humanos por três motivos: água,
alimento e abrigo.
BARATAS UM INSETO MUITO ANTIGO
Os
fósseis mais antigos de baratas estão datados em cerca de 320 milhões de anos,
do período
Carbonífero. Esses registros são
impressões em rochas pré-históricas - o padrão das nervuras presentes nas asas
é característico de cada espécie.
Fósseis de
baratas encontrados nas rochas calcárias da Formação de Santana, na região
mineira de Santana de Cariri, datam de 112 milhões de anos, do período
Cretáceo Inferior. Isso prova que esses insetos foram contemporâneos
dos dinossauros.
Portanto,
as baratas são sobreviventes de todas as alterações climáticas e ambientais
sofridas pela Terra em centenas de milhões de anos. Como uma fórmula "que
deu certo", elas não mudaram muito de lá para cá. Apresentam apenas
variação no número de nervuras em suas asas e de espinhos nas pernas.
HABITOS ALIMENTARES
As baratas são onívoras, ou seja, comem de tudo que
tenha algum valor nutritivo para elas, tendo uma grande importância sanitária para o homem,
por se alimentarem de qualquer alimento e possuírem grande potencial para a
reprodução e desenvolverem rapidamente linhagens resistentes aos inseticidas. São particularmente atraídas por alimentos
doces, gordurosos e de origem animal. No entanto, esses insetos estão
tão bem adaptados às cidades que podem
se alimentar de queijos, cerveja, cremes, produtos de panificação, colas,
papel, cabelos, células descamadas da pele, cadáveres, matérias vegetais. Elas
têm o hábito de regurgitar um pouco do alimento parcialmente digerido e
depositar fezes, frequentemente ao mesmo tempo em que se alimentam.
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