As pragas provocam danos ao homem desde tempos remotos, não só pelo risco à saúde que representam através de doenças transmitidas, mas também pelos estragos que causam, na estocagem dos alimentos, nas contaminações de embalagens, produtos e ambientes.
A origem das pragas é mais antiga do que a civilização humana, mas a presença danosa decorreu do desequilíbrio ecológico provocado pelo próprio homem. Acúmulo inadequado de alimentos, lixo, ausência de predadores naturais e a falta de higiene e educação das pessoas é que levam ao descontrole, inexistente nas condições naturais.
Prejuízos e Riscos
A presença e a proliferação de praga estão ligadas principalmente a dois fatores: condições favoráveis de abrigo e alimentação, que propiciam a reprodução desenfreada. Portanto, pragas são produtos do próprio homem.
A existência de roedores, insetos, pássaros, etc., gera graves riscos aos produtos, riscos à saúde das pessoas e riscos de alto potencial às instalações. Em suma, a segurança da qualidade do trabalho é comprometida.
Controle
O controle químico requer muita atenção, pois envolve manipulação de princípios ativos que exigem conhecimentos técnicos e cuidados de segurança. A introdução desse serviço só deve ser feita se houver garantias de evitar re-infestações posteriores e realizado por pessoal treinado e competente.
Outros métodos de controle como armadilhas, também requerem um conjunto de detalhes de instalação para uma boa eficiência, bem como os aparelhos de ultrassom, que apresentam ação inicial, mas que se perde no longo do tempo, se não reposicionados.
Dois fatores são fundamentais: limpeza dos ambientes e proteção física. Implementando, esses dois trabalhos é que se consegue uma redução da infestação significativamente.
Controle Integrado – Um Novo Conceito
O uso indiscriminado dos praguicidas químicos, entretanto, usualmente acaba gerando efeitos colaterais. Falhas nas técnicas de aplicação e no uso de equipamentos, ao longo prazo, tem como resultado a seleção de pragas adaptas aos efeitos tóxicos. Isso também ocorre quando não há um rodízio tecnicamente programado de princípios ativos.
Os aplicadores necessitam de acompanhamento médico, treinamento regular e específico e conscientização sobre os riscos de contaminação de produtos e ambientes, bem como os seus próprios, em caso de eventuais procedimentos incorretos.
Além disso, deve-se prever: proteção dos equipamentos, clima, tempo de permanência do princípio ativo das áreas, periodicidade mais adequada, uso de produtos legalmente indicados e sua toxicologia, seleção correta de empresas idôneas e tecnicamente aptas, descarte de embalagens, etc.
Felizmente, com as necessidades cada vez maiores de atendimento aos requisitos de qualidade, saúde, segurança e ecologia, surgiram conceitos mais atuais, que cumprem as necessidades de combate às pragas e a preservação dos aspectos de proteção a produtos, ambientes e ao homem.
O anseio de um equilíbrio de ações, que pudesse ser aplicado em áreas urbanas e industriais, levou ao CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS URBANAS, que preconiza um trabalho abrangente, incorporando recomendações preventivas e corretivas.
O objetivo é impedir que pragas ambientais se instalem e gerem danos significativos. As medidas preventivas compreendem trabalhos de educação das pessoas e a implementação de Boas Práticas de Fabricação, conjunto de normas importantíssimas na indústria de alimentos, fármacos cosméticos, e afins.
As medidas corretivas por sua vez, compreendem a instalação de barreiras físicas que impeçam o acesso das pragas e a colocação de armadilhas, para captura e identificação das espécies infestantes.
O controle químico, apesar de ênfase maior em ações preventivas, também está presente, mas como um papel coadjuvante, complementar às orientações de limpeza e higiene. O Monitoramento que é a chave do sucesso do Controle Integrado. Através dele, definem-se as melhores ações preventivas, os detalhes das inspeções de controle e as técnicas de tratamento, equipamentos e produtos mais eficazes para o conjunto de ocorrências. É no monitoramento que se detectam as tendências de focos e danos, obtém-se os custos e os não prejuízos, enfim, a estratégia da guerra contra as pragas.
Por tanto, o controle integrado de pragas tem como vantagens: o controle de longo prazo, diminuição da utilização de inseticida e gerar um banco de dados para ser utilizado posteriormente. Porém tem como desvantagem, elevado custo para sua aplicação.
Vamos fazer nossa parte para termos um mundo sustentável.
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